domingo, 14 de setembro de 2008

Desmundo


Dia:28/08/08

"Desprovido de qualquer sentimentalismo, "Desmundo" é o reflexo cru dos primórdios da nação brasileira, povoada de nativos, de grotescos civilizadores e de párias que buscam refúgio numa terra de ninguém.

A opção de reproduzir a pronúncia e o léxico do português arcaico somente contribui para aumentar a impressão de autenticidade do filme e o estranhamento de Oribela ao aportar nesta terra inóspita é desolador. Como o português dito pelos personagens no filme é arcaico, da época em que os acontecimentos mostrados ocorrem, o filme possui legendas em português atual."


http://www.google.com/

É interessante sugerirmos o filme com o objetivo de analisarmos, dentre outros pontos relevantes, a questão da origem da Língua Portuguesa. O quanto as palavras se modificam com o passar do tempo, a influência de outros povos na origem de nossa língua, a segregação social percebida na fala das pessoas.

O aluno perceberá que ele, falante nato, também é agente transformador de sua própria língua, uma vez que o português, surgido do latim vulgar, foi se modificando até chegarmos na forma atual. É importante analisarmos a língua como fator de aproximação e não de separação social ou regional.



domingo, 31 de agosto de 2008

A oralidade e a escrita


Dia:26/06/08



GÊNERO TEXTUAL:



  • Orientado para um fim específico;

  • Formato estável;

  • Número amplo;

  • Histórico

TIPO TEXTUAL:



  • Previsão na escolha do léxico

  • Base na estruturação lingüística

  • Número restrito;

  • Estático

INTERGENERECIDADE: mistura de gêneros, um gênero com a função de outro.


HETREROGENEIDADE TIPOLÓGICA: um gênero com vários tipos. Ex.: uma carta (gênero) com partes narrativas, descritivas, injuntivas.


SUPORTE: meio físico ou virtual por onde vem o texto oral ou escrito. Ex.: gibi, corpo, tv.


O dicionário é um GÊNERO. Quando analisamos um verbete, esse verbete é gênero e o dicionário passa a ser um SUPORTE. As coisas são relativas, dependem do ponto em que se encontram e em relação ao que as rodeiam.


Assim também é a relação oralidade X escrita. O falar se adequa ao lugar e as pessoas que nos rodeiam. Enquanto que a escrita é padronizada, pois imagina a loucura que seria se as pessoas escrevessem da maneira que quisessem.!? Haveria comunicação?

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Gêneros e Tipos Textuais


Dia:19/06/08


Neste encontro percebemos a importância em diferenciarmos gênero e tipo textuais. Observe:


GÊNERO TEXTUAL: textos orais ou escritos que têm uma forma fixa. É o formato de como a informação será passada. Ex.:crônica, novela, reportagem, poema, bula, receita, carta pessoal, lista telefônica, e-mail...


TIPO TEXTUAL: extrutura, estética. Ex.: narração, descrição, argumentação, injunção e exposição.


Percebemos a infinidade de gêneros existentes ao nosso redor e o quanto nos utilizamos de um ou de outro a todo o momento.

É muito importante mostrar ao nosso aluno que ele faz uso de diversos gêneros textuais, ou seja, ao escrever um e-mail , além de utilizar-se de um gênero textual, ele também utiliza-se de um ou mais tipos textuais, dependendo da maneira que ele passa a informação. Ele poderá expor seus pensamentos descrevendo alguns fatos, narrando, argumentando... dentre outras possibilidades.
É no dia-a-dia, na escola ou em casa, que aplicamos a teoria estudada em sala de aula. O aluno perceberá que bem antes de aprender determinado conteúdo ele já o utilizava, apenas não sabia a nomenclatura apropriada.






Avaliação

Dia:12/06/08

"A avaliação é uma constante em nosso dia-a-dia. Não aquela que fazemos ou que estamos comprometidos a fazer quando nos encontramos na Escola, mas um outro tipo, como aquele em que avaliamos impressões e sentimentos. (...) É assim que, nas interações cotidianas, em casa, em nossa trajetória profissional, durante o lazer, a avaliação sempre se faz presente e inclui um julgamento de valor sobre nós mesmos, sobre o que estamos fazendo, sobre o resultado de trabalhos.Na ação escolar, a avaliação incide sobre ações ou sobre objetos específicos - no caso, o aproveitamento do aluno ou nosso plano de ação.""Trazemos ainda uma forte marca norte-americana nas formas de trabalho, nos livros-texto, nas programações, nas ações de alteração curricular e, conseqüentemente, nas formas de avaliação.""Vários autores conseguiram teorizar o cotidiano e a prática social, mostrando que as escolas possuem dentro delas, e a sociedade também, formas de resistência, no sentido de se oporem e recriarem a ideologia.""A avaliação é uma constante em nosso dia-a-dia. Não aquela que fazemos ou que estamos comprometidos a fazer quando nos encontramos na Escola, mas um outro tipo, como aquele em que avaliamos impressões e sentimentos. (...) É assim que, nas interações cotidianas, em casa, em nossa trajetória profissional, durante o lazer, a avaliação sempre se faz presente e inclui um julgamento de valor sobre nós mesmos, sobre o que estamos fazendo, sobre o resultado de trabalhos.Na ação escolar, a avaliação incide sobre ações ou sobre objetos específicos - no caso, o aproveitamento do aluno ou nosso plano de ação.""Trazemos ainda uma forte marca norte-americana nas formas de trabalho, nos livros-texto, nas programações, nas ações de alteração curricular e, conseqüentemente, nas formas de avaliação.""Vários autores conseguiram teorizar o cotidiano e a prática social, mostrando que as escolas possuem dentro delas, e a sociedade também, formas de resistência, no sentido de se oporem e recriarem a ideologia.
Ana Maria Avela Saul


Avaliar-se deve ser uma constante em nossas vidas, não só como profissional, mas como pessoa. Avaliar o aluno não significa apenas mensurar o conhecimento adquirido, mas também a forma pela qual o conhecimento foi atingido.
Estamos em um processo avaliativo contínuo, seja na escolha do vestuário, na decisão de assistir a um filme e não a outro , seja na maneira mais adequada de lidarmos com as pessoas, dentre outras escolhas que fazemos dia após dia. Em sala de aula não é diferente. Quando ensinamos diversas maneiras de chegarmos a um resultado final, estamos dando a oportunidade de nossos alunos avaliarem qual a maneira que lhes agrada mais.
Outro ponto extremamente positivo é a auto-avaliação. Despertar a autocrítica, a reflexão não é algo fácil, leva tempo e muito diálogo. Mas audacioso é aquele que não desiste e colhe bons frutos do que plantou.
Um profissional de qualidade sabe que a avaliação não cabe apenas em uma relação de folhas que devem ser respondidas tal qual o lvro didático. Estamos lidando com pessoas que pensam, refletem e criticam. Ainda bem! Só assim sabemos que o futuro ainda tem salvação.




terça-feira, 12 de agosto de 2008

O Currículo de Língua Portuguesa

Dia:05/06/08

" A língua materna é um fator nacional e cultural.
No espaço nacional, o Português é a língua oficial, a língua de escolarização, a língua materna da esmagadora maioria da população escolar e a língua de acolhimento das minorias lingüísticas que vivem no País. Por isso, o domínio da Língua Portuguesa é decisivo no desenvolvimento individual, no acesso ao conhecimento, no relacionamento social, no sucesso escolar e profissional e no exercício pleno da cidadania.
A meta do currículo de Língua Portuguesa na educação básica é desenvolver nos jovens um conhecimento da língua que lhes permita:
  • Compreender e produzir discursos orais, formais e públicos;
  • Interagir verbalmente de uma forma apropriada em situações formais e institucionais;
  • Ser um leitor fluente e crítico;
  • Usar multifuncionalmente a escrita, com correção lingüística e domínio das técnicas de composição de vários tipos de texto;
  • Explicar aspectos fundamentais da estrutura e do uso da língua através da apropriação de metodologias básicas de análise, e investir esse conhecimento na mobilização das estratégias apropriadas à compreensão oral e escrita e monitorização da expressão oral e escrita."

WWW.google .com
Durante a fase de elaboração/adequação do currículo de Língua Portuguesa, é de suma importância a participação efetiva de profissionais capacitados nesta área. Ouvir a opinião e sugestão de professores que lidam diariamente com as dúvidas mais freqüentes em sala de aula, certamente será de grande valia para melhor adequar a teoria à prática diária.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Fórum- Jonas Ribeiro (professor e escritor)

Dia:27/05/08

A família é a base mais sólida que um cidadão pede ter. É por meio dos exemplos de dentro de sua casa que uma criança constitui sua índole. A educação jamais conseguirá cumprir seu papel social, se os responsáveis por cada criança fugirem de suas obrigações legais diante de cada menor.
Se uma criança vê seu pai assistindo tv, certamente ela também assistirá. Se uma criança vê sua mãe lendo algo, certamente ela também lerá. Os pais são espelhos para seus filhos.
Então, se eu, que sou mãe, e quero o melhor para meus filhos, tenho que ter tempo para dialogar com eles e lhes mostrar o quanto a vida vai além da televisão, do computador, da rua...
"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem." Mário Quintana
Preocupadas com falta de leitura em uma escola onde trabalhei há alguns anos, elaboramos um projeto de leitura semanal.
EXPERIÊNCIA EM SALA DE AULA


Montamos uma caixa de livros literários selecionados de acordo com a idade da turma, ao levar essa caixa para sala de aula, cada aluno escolhia o livro que lhe parecesse mais interessante. Cada criança levava o livro escolhido para casa e retornaria com ele na semana seguinte.
Paralelo a este trabalho com a caixa literária, em uma de nossas aulas de edc. artística, cada aluno confeccionou seu livro de registros literários. Cada livro continha em sua contracapa uma ficha de perguntas numeradas que deveria ser respondida de acordo com cada livro selecionado pelo aluno.

Uma vez por semana este livro literário era corrigido, enquanto que cada aluno completava uma outra ficha de livros. Esta segunda ficha de livros continha o nome de todos os livros que estavam na caixa literária com um desenho específico para cada livro, dessa forma, a cada semana o aluno pintava o desenho relacionado ao livro que tinha lido.

No decorrer do ano, percebemos o quanto nossos alunos gostaram desta atividade e o quanto eles melhoraram emocionalmente e pedagogicamente. A leitura oral se desenvolveu com mais naturalidade e a produção de textos nos surpreendeu muito.


Coesão e Coerência

Dia:15/05/08


Na construção de um texto, assim como na fala, usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão do que se lê / diz. Esses mecanismos lingüísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito / dito são os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência, não só entre os elementos que compõem a oração, como também entre a seqüência de orações dentro do texto. Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito, baseado em conhecimentos anteriores que os participantes do processo têm com o tema. Por exemplo, o uso de uma determinada sigla, que para o público a quem se dirige deveria ser de conhecimento geral, evita que se lance mão de repetições inúteis. Numa linguagem figurada, a coesão é uma linha imaginária - composta de termos e expressões - que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles. Dessa forma, com o emprego de diferentes procedimentos, sejam lexicais (repetição, substituição, associação), sejam gramaticais (emprego de pronomes, conjunções, numerais, elipses), constroem-se frases, orações, períodos, que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual. Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. Muitas vezes essa incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual. Na organização de períodos e de parágrafos, um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Construído com os elementos corretos, confere-se a ele uma unidade formal.
“o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica, recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios”.
Evanildo Bechara
Desta lição, extrai-se que não se deve escrever frases ou textos desconexos – é imprescindível que haja uma unidade, ou seja, que essas frases estejam coesas e coerentes formando o texto. Além disso, relembre-se que, por coesão, entende-se ligação, relação, nexo entre os elementos que compõem a estrutura textual.
Por: Cláudia Kozlowski
http://www.google.com/